Gente recebi um e-mail esses dias.....Fantásticooooo
é do site muleburra.com
vale a pena ler..
Latino
Houve uma época que eu estava procurando por homens canalhas. Rá. Calma...apesar de parecer, não é uma redundância. Só tentei inverter o jogo, já que meu chifre parece imã de ITU para esse espécime.
Eu havia levado uma linda rasteira de um bonzinho, e achei que essa parte de conhecer a face angelical para depois dar de cara com o capeta pudesse ser pulada, já que estava ficando cansativo se enganar tantas vezes.
Todo mundo que conhecia eu perguntava se tinha um canalhinha gatinho (claro, porque eu não tava doente) para me apresentar. Ninguém acreditava, mas pensem: era melhor lidar com as safadezas de quem se espera do que de quem não se espera nunca Então botei na minha cabeça - junto com a água oxigenada, os chifres e meia dúzia de propagandas Polishop - que lidar com os cafas assumidos é que nem quando a gente vota no político e já sabe que por mais que ele seja ótimo, no final vai ser sempre ladrão.
Daí que uma amiga lembrou do Latino. Disse que era super canalha, e que eu fazia seu tipo (é mesmo?!).
Ok. Tudo marcado. E depois de tanta incompatibilidade de horário, finalmente chegou o dia de conhecer minha tão esperada alma gêmea da última semana.
O começo é estranho, mas como sou uma pessoa simpática, e ele também, claro, em menos de cinco minutos parecíamos melhores amigos de infância. Falei que não estava passando muito bem (e não estava mesmo)... ele foi bacana, paramos numa farmácia, e se dispôs a ser uma pessoa ótima o resto da noite. Nem me levou para beber - tática super batida dos super canalhas. Levou-me para um restaurante de frente para praia, pediu suco e foi atencioso a noite inteira.
Wait a minute. Esse esparadrapo tá crente que me convence que é band-aid. But... Whatever... A noite está super agradável, ele está sendo uma companhia maravilhosa, vou deixar para analisar os fatos amanhã.
Hora de ir para casa. A noite havia sido tão boa, com aquele papo descontraído de quem já se conhecia há anos, que fomos para casa, e no meio do caminho que me dei conta de que nada havia acontecido. Nenhuma indireta, nenhum clima, nada. Então tá, né? Achei até que ele não havia se interessado por mim, e, conseqüentemente, acabei não pensando em nada mais que amizade.
Ele estaciona na frente de casa.Papo vai... Papo vem...Ele começa a jogar umas indiretas. Porraaaaummmm!!! Agora, colega?! Na porta da minha casa?! E segurava a mão... Pedia pra eu esperar mais... Porra, tudo bem, vou dar um beijinho nesse cara para ele não achar que perdeu a noite, e ver se ele VAZA logo, porque já estou cheia de sono e esse papinho chinfrim não está combinando com meu cabelo escovado.
Beijei.Daí que ele começa a emitir uns sons estranhos. Começou a gemer alto. Putaquiopariu, eu sei que beijo bem (uhuhuhuhuhuhu), mas olha para mim, meu amigo! Minha vó aqui estaria mais feliz!
Eu tentava disfarçar, me afastar...mas ele tava lá, todo ofegante, me puxando, me agarrando, gemendo, e eu pensando que caboclo miserável deve ter no portão da minha casa para ter encostado naquele sujeito tão aparentemente agradável. Não é possível, mizinfim! O cara estava desfigurado, e eu já olhando para os lados, vendo se não tinha nenhum vizinho no portão que havia acordado com aquele escândalo.
De repente ele pára.Legal, o caboclo subiu.Porra nenhuma. Ele fica meio vesgo, puxa o meu cabelo (!!!), olha pra minha cara e pergunta:
- Posso te chamar de CACHORRA????
Caraaaaaalhooooooooooooooooooowwwwww!!!!!
E o pior vocês não sabem. O pior foi a minha resposta, ainda olhando para trás para ter certeza de que era comigo:
- Pó-pó-pó-de...
Meeeeeeeeeeeedooooo daquela entidade!
Dois (looooongos) minutos depois eu consegui sair do carro jurando que ouvi meu pai me chamando.
Até hoje me pergunto o que será que aconteceu com aquele cara bacana que havia sido uma ótima companhia a noite toda.
Nunca mais eu quis um canalha assumido. Eu, hein. Sai pra lá, caboclo-gemedor-dos-infernos. (e o "cachorra" nem foi com carinho!!!) :-P
sexta-feira, 11 de julho de 2008
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